10/03/2010
Manchetes do dia 10/03/2010
BANCO MUNDIAL ASSEGURA CONTINUIDADE DO PROJETO MICROBACIAS
Santa Catarina está em condições de dar continuidade, ainda no início deste ano, ao projeto Microbacias, que tem auxiliado o desenvolvimento do setor agrícola há mais de duas décadas no Estado. O vice-presidente em exercício para a região da América Latina e do Caribe do Banco Mundial (BIRD), Stefan Koeberledo, garantiu ao governador Luiz Henrique que, na reunião de diretoria que acontece em maio, o assunto estará na pauta e que o projeto de concessão de empréstimo tem tudo para ser aprovado. Satisfeito com o resultado do encontro, o governador lembrou que o Microbacias vem sendo um sucesso desde a sua implantação, na década de 80. "Temos certeza de que o Banco Mundial continuará a nos apoiar, porque os resultados têm sido muito bons para todas as partes envolvidas", comentou Luiz Henrique. O Microbacias 3 deverá contemplar diversas questões relativas à agricultura catarinense. O novo programa terá como objetivos trabalhar na elaboração de projetos que contemplem a melhoria dos sistemas produtivos, a inspeção sanitária, a assistência técnica especializada e a rede de produção e comercialização dos produtos agrícolas, entre outros. O investimento no programa será de US$ 180 milhões, sendo que US$ 90 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$ 90 milhões serão da contrapartida do Estado.

Fonte: Secretaria da Agricultura de SC

FAESC DIZ QUE GRÃOS TERÃO CRISE EM 2010
O ano de 2010 será caracterizado por um período de recuperação para o setor de carnes e de perdas para o setor de grãos. Essa é a visão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que está solicitando medidas corretivas emergenciais ao governo federal. São necessárias ações de política agrícola para sustentação de preço, enfatiza o vice-presidente Enori Barbieri. O Brasil terá uma excelente produção de grãos e o mundo também. O segmento da soja será o mais prejudicado. A produção mundial normal de soja é de 230 milhões de toneladas/ano. Em 2009 foram produzidas 220 milhões de toneladas e a previsão para 2010 é de 265 milhões. “Sobram 45 milhões de toneladas de soja”, prevê Barbieri. SC planta cerca de 330 mil hectares e colhe 1 milhão de toneladas. O preço estava em R$ 40,00 até dezembro, caiu para R$ 33,00 a saca, e vai descer ainda mais. O prejuízo somente não será muito grande porque a produtividade cresceu (chegou a 60 sacas/hectares ou 3.600 kg/ha) e compensará a queda de preço. No caso do milho, a situação é semelhante. Em 2009, Santa Catarina plantou 850 mil hectares e colheu 3,3 milhões de toneladas. Para a safra de 2010 foram cultivados 625 mil hectares para uma colheita estimada em mais de 3,5 milhões de toneladas. O consumo catarinense é de 5,5 milhões de toneladas. Em dezembro havia um estoque de passagem acima de 10 milhões de toneladas, enquanto a safra 2009/2010 renderá mais de 50 milhões. “É obvio que sobrará milho porque o consumo nacional previsto para este ano é de 45 milhões de toneladas. Haverá excedente de 15 milhões de toneladas de milho”, calcula Barbieri. A solução é a exportação, mas aí tem outro complicador: a Argentina resolveu ingressar no mercado mundial de milho, vai colher 15 milhões, consumir 5 milhões e exportar 10 milhões. “Inevitavelmente vai tirar mercado do Brasil que, no máximo, conseguirá colocar 6 a 7 milhões de toneladas no mercado mundial”, vaticina. Os preços estão em queda. O mercado paga R$ 15,00 a saca enquanto o preço mínimo é de R$ 17,00. A boa produtividade das lavouras tecnificadas (150 sacas ou 9.000 kg/hectare) amenizará a queda de preço. O feijão é outra cultura prejudicada pela queda de preço. O Brasil consome 3,3 milhões de toneladas/ano, tem estoque de passagem de 300 mil toneladas e a safra de 2010 renderá 4 milhões de toneladas. O preço mínimo oficial é de R$ 80,00 a saca, mas o mercado, recessivo, pratica apenas R$ 45,00/saca. Além desses problemas, os armazéns do centro-sul estão tomados por trigo colhido no final de 2009 (5 milhões de toneladas) e ainda não comercializado em face dos preços deprimidos. Não haverá armazéns para a nova safra de verão. O mínimo é de R$ 32,00 a saca, mas o mercado paga apenas R$ 24,00. A Faesc cobrou da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura maior agilidade na liberação de recursos para sustentação de preços da safra agrícola, pois, em algumas culturas, nem o preço mínimo é praticado. O governo disponibilizou R$ 107 bilhões de reais para o plano agrícola 2009/2010. Os produtores e empresários rurais tomaram apenas R$ 68 bilhões. Apesar dos recursos disponíveis, o Banco do Brasil não dispõe de orçamento para operar com EGF e AGF na aquisição de estoques de feijão e milho.

Fonte: MB Comunicação

SENAR/SC INICIA AULAS INAUGURAIS DO PROGRAMA EMPREENDEDOR RURAL
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), inicia nesta semana as aulas inaugurais de algumas turmas do Programa Empreendedor Rural. Nesta terça-feira, dia 9, serão ministradas aulas no salão paroquial de Salete e no Centro de Treinamento da Epagri, de Videira para os alunos do Projeto Semear. Na quarta-feira, dia 10, iniciam as aulas no Centro Administrativo Municipal de Orleans, no Centro de Treinamento da Epagri de Araranguá e na Câmara de Vereadores de Alfredo Wagner. Cada turma conta com 30 participantes. Outras turmas estão em fase de seleção em todo o Estado e as expectativas de público participantes estão sendo superadas. “Temos 45 turmas confirmadas para este ano, com aproximadamente 1.300 participantes”, comemora o gestor do Programa Emerson Gava.A meta, segundo o presidente da Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, é formar 50 turmas. “Consideramos importante ampliarmos o máximo possível o programa no Estado, pois o jovem tem a oportunidade de desenvolver habilidades empreendedoras e aplicar o projeto desenvolvido durante as aulas na sua propriedade”, diz Emerson Gava. O programa é ministrado por instrutores especializados com acompanhamento dos supervisores regionais do Senar/SC. O superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, salienta que o Empreendedor Rural é um dos mais avançados programas do agronegócio brasileiro implantado em Santa Catarina. Desenvolvido em âmbito nacional, tem como objetivo contribuir para o aumento da renda líquida dos produtores, além de elevar a qualidade de vida da população no meio rural.

Fonte: MB Comunicação

SICOOB CREDIARAUCÁRIA OBTÉM AUTORIZAÇÃO PARA SER DE LIVRE ADMISSÃO
O Banco Central do Brasil aprovou o projeto de transformação do Sicoob Crediaraucária, de Urubici, em cooperativa de livre admissão. Já são 20 agora as cooperativas do Sicoob SC que podem associar qualquer cidadão da sua área de atuação. A Cooperativa de Crédito Rural de Urubici tem Assembleia Geral Ordinária marcada para o próximo dia 25 de março, quando também será realizada a Assembleia Geral Extraordinária que deverá aprovar a mudança para livre admissão. Com a mudança, que acontecerá em breve, a cooperativa pretende "atuar com mais ênfase, no comércio dos municípios onde estamos instalados", afirmou o presidente do Sicoob Crediaraucária, Elmo Meurer. O objetivo é ultrapassar os R$ 10 milhões em operações de crédito, "mas sempre atentos à qualidade mais do que à quantidade", acrescentou. A cooperativa foi fundada em 6 de dezembro de 2007 e possui atualmente 1.225 sócios ativos. "A meta é crescer 30% ao ano", afirmou o presidente do Sicoob Crediaraucária, Elmo Meurer. Em 2009 o crescimento foi de 40% no número de associados. A área de atuação da cooperativa abrange, além de Urubici, Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Bom Retiro, Grão Pará e Alfredo Wagner, onde vivem cerca de 63 mil pessoas. Em 2009, o Sicoob Crediaraucária emprestou aos associados R$ 8,2 milhões e as sobras (lucro) foram de R$ 336.158,92. O patrimônio líquido fechou em R$ 2,1 milhões e o capital em R$ 1,5 milhão. O total de depósitos à vista e a prazo alcançou R$ 5,2 milhões.

Fonte: Sicoob
 
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