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28 | Março
Manchetes do Dia 28/03/2018
Política agrícola do Brasil é ultrapassada e excludente, afirma especialista
Publicado em: 28/03/2018

“Não temos uma política agrícola, mas sim um emaranhado de linhas de crédito”. Com esta frase, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Ademiro Vian resumiu o que considera um dos gargalos atuais do setor. Durante sua palestra, que aconteceu no Fórum Soja Brasil, o especialista destacou que o governo deveria se dedicar a oferecer um seguro adequado e melhores métodos de comercialização, como nos Estados Unidos.

Vian iniciou sua palestra alertando os produtores que as políticas agrícolas atuais são ineficientes para o momento atual do setor e do País. Opinião bem diferente da apresentada pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, durante sua explanação, no primeiro painel.

“Focando no crédito, nossa política é excludente. Para que a política pública seja eficiente, ela precisa ser universal, ou seja, estar à disposição para 100% do setor ou para a grande maioria. A atual atende no máximo 18% dos produtores brasileiros. É uma política regionalizada, que atende apenas algumas commodities, que está mais preocupada com o setor financeiro do que o produtivo”, destacou o professor.

Segundo ele, o Brasil ainda se baseia em uma política agrícola desenhada na década de 1970, que nada mais pode acrescentar nos dias de hoje. Ele lembra que, na época, o Brasil tinha uma população de 70 milhões de brasileiros, mais ou menos, e a agricultura era composta por três commodities: café, cana e madeira, centralizada no Sul e Sudeste, com um pouco no Nordeste.

“O foco era no crédito, e os idealizadores achavam isso fundamental para o desenvolvimento do Brasil e do setor. O dinheiro vinha dos muitos bancos existentes, mais de 400. Tinha muito banco ofertando crédito e poucos produtores para captar”, relembra Vian.

Para mostrar que sua ideia faz sentido, ele compara a época do início da política agrícola com os dias atuais. “Hoje, a população está em mais de 200 milhões, com produção de 230 milhões de toneladas, e a agricultura está presente em todo o País. Já a oferta do crédito diminuiu muito, com pouquíssimos bancos, que passaram a focar em alternativas de investimentos. Aquele crédito rural das décadas passadas já não existe mais, e muito menos áreas exclusivas dentro dos bancos para isso”, conta.

Fonte: Canal Rural

Tema de casa ou de todas as horas?
Publicado em: 28/03/2018

Julmir Cecon – assessor de imprensa Cooperalfa, palestrante, escritor

O futuro é uma intrigante travessia do tempo atual. Engano que seja do “DEPOIS!” É uma caminhada em nós mesmos, no agora; uma vasculha na qual a gente até se sente incomodado, com dor aqui, dor ali, ou angustiado. Às vezes, alegre. Isso depende!

O futuro não passa de um repintar do pensamento, uma tentativa de reinvenção. Nessa análise a gente pode (ou não), se desaprovar por alguns instantes, imaginando que um novo “EU” nasça. E de fato, nasce! Às vezes, não continua vivo! Então, lúcidos ou em frangalhos, a gente se apresenta (de novo) aos próprios espelhos, para ver “SE AGORA VAI”. É um parto para uma outra viagem, por outra estrada ainda não experimentada. Se há abismos? Só indo até lá para saber.

O futuro é uma força interna de (re)temperar ou (re)cozinhar aquilo que, por alguma razão, não serve mais. Antes disso, vem o começo do fim de algo, onde para “revestir”, antes temos que “despir” crenças. Ou seria um despedir-se delas? No entanto, esse futuro sempre será um processo sem fim, de acreditarmos no abstrato que nos governará doravante, até se tornar, um FATO. É a vida olhando as suas sombras, agarradas até então numa espécie de bocejo de retrocesso. Daí, a gente se pergunta: “Por que não comecei isso antes?”. Fácil: porque nesse ANTES, a gente não se sonhava, nem víamos o nosso próprio avesso.

Rascunhar o futuro é uma paixão por ideias cruas e nuas, ainda intocáveis. É um fogo que arde para mudanças e que, só gera calor se a gente dá o primeiro passo. Logo! Assim, por incrível que pareça, esse logo já se torna passado numa fração de segundos, porque já o degustamos.

– Que coisa sem graça, durou tão pouco a caminhada pela passarela?

– Hummmm… e não era tão longa, nem perigosa quanto eu pensava!

– Já cheguei do outro lado e, se depender da faminta intuição, já é hora de um novo pensar!.

“Calma, espere um pouco”, é o que dissemos a nós mesmos.

– Nem saboreei esse “agora de agora” e quero um “novo de novo”? Sim, somos bem assim!

Sozinho ou junto, a gente caminha sempre rumo a esse futuro, com ou sem clareza, tateando a incerteza, beliscando o instinto, na linha reta ou torta, até dar em outro labirinto. Então, aquelas setas não servem mais. Lógico, são os novos questionamentos que surgem. Aceitemo-los com paciência, afinal, o nosso “Eu” de agora, jamais será como ANTES. Isso ajuda a apagar os pré-julgamentos, nossos e dos outros. Com um pouco de resiliência, a gente acaba rindo da história que recém se foi e acariciamos glórias que ainda nem vieram. No fundo, esse tal futuro é uma antecipação de uma vitória, de um jogo que só recomeçou.

O negócio é, então, criar foco em algo e sentir (intuição) isso dentro de nós, ou seja, visualizar-nos de forma positiva naquilo que queremos e nos mover de imediato naquela direção, tornando o presente mais leve e fácil. O restante, a vida se encarregará de nos entregar, no seu tempo certo.

De alguma forma, o futuro ROMPE, enterra, resgata e nos convoca para a reaprendizagem. Queres uma vaga nessa aula? Matrículas abertas, afinal, não somos imortais, por mais que alguns assim se auto julguem. Façamos logo o tema de casa. Que é de todas as horas!

Delegados do Sicoob São Miguel aprovam contas em AGO
Publicado em: 28/03/2018

A cooperativa de crédito Sicoob São Miguel encerrou o ciclo de prestação de contas referente ao exercício de 2017 na sede administrativa da cooperativa. Com a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, encerra-se o ciclo de 20 pré-assembleias, nas quais foram apresentados os resultados do relatório de gestão e outros indicadores de desempenho.

Os delegados eleitos, que representam o quadro social da cooperativa, aprovaram a prestação de contas e mudanças estatutárias. A cooperativa encerrou 2017 com 68 mil associados, R$ 1,1 bilhão de ativos e R$ 164 milhões em patrimônio líquido. Produziu R$ 24,6 milhões em sobras, sendo que desses, R$ 4,4 milhões distribuídos em dinheiro na conta corrente dos associados.

O presidente do Sicoob São Miguel, Edemar Fronchetti, ressalta que o cenário encontrado em 2017 não foi nenhuma surpresa em função da instabilidade econômica e política. “Nos preparamos e dotamos uma postura e práticas mais cautelosas e prudentes. Implementamos políticas de controles internos mais rígidos com a criação da controladoria assegurando diretrizes mais eficazes para a governança”, destaca.

Ele frisa ainda que apesar do contexto a cooperativa atingiu a marca de R$ 1,1 bilhão em ativos diretos administrados, o que atesta a solidez segurança e principalmente a credibilidade da cooperativa.

O diretor de negócios, Jaimir Balbinot, também enfatiza que a readequação das estratégias operacionais foi fundamental para manter a solidez da cooperativa, bem como as novas incorporações na região Norte e Vale do Itajaí. “Projetamos para o próximo ano um crescimento de cerca de 20% e queremos um relacionamento mais próximo e próspero com os associados e para isso confiamos na reciprocidade de nossos associados, no discernimento de nossos dirigentes e na competência de nossos profissionais para atingirmos os resultados”, finaliza.

Fonte: Sicoob São Miguel

Agricultores catarinenses testam sistema de irrigação totalmente automatizado
Publicado em: 28/03/2018

A tecnologia chegou de vez no meio rural catarinense. Produtores do Estado irão testar um sistema de irrigação totalmente automatizado, que promete revolucionar o cultivo protegido de ​hortaliças. Essa aproximação entre empresas desenvolvedoras de tecnologia e agricultores é feita pelo Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) e neste caso contou com apoio financeiro do Programa SC Rural.

O sistema funciona como uma central onde são instalados sensores de temperatura e umidade, o que possibilita a automação da irrigação nos plantios protegidos. O equipamento é fornecido pela startup catarinense Agrotechlink, de Joinville, e será testado em nove municípios: Meleiro, Içara, Treze de Maio, Coronel Martins, Caçador, Porto União, Mafra, Ituporanga e Araquari. Os produtores selecionados​, por meio de técnicos da Epagri,​ receberam apoio financeiro do Programa SC Rural para aquisição da tecnologia – o investimento é de R$ 5,9 mil e o Governo do Estado pagou 80% dos custos.

O dispositivo de irrigação analisa as informações sobre temperatura e umidade, coleta​da​s por sensores, e pode funcionar de duas maneiras: totalmente automatizado ou os produtores rurais acionam o sistema após receberem alertas via celular. Segundo o diretor de Projetos Especiais da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Ditmar Zimath, os agricultores terão uma estação meteorológica na palma de suas mãos e, o que é melhor, sem precisar do sinal de internet. “As possibilidades são infinitas. Podemos, por exemplo, enviar as informações da propriedade rural diretamente para os técnicos que fazem a assistência técnica no município. Essa tecnologia aumenta o nível de precisão das informações o que melhora e muito a eficiência na hora de tomar decisões”, ressalta.

As propriedades onde serão instalados os sistemas são chamadas de Unidades de Referência Tecnológica (URT) e através dessas experiências será possível verificar o impacto da tecnologia na vida dos agricultores. “Os produtores irão conhecer ​a tecnologia e nós vamos ​avaliar a eficiência na produção e ​também ​​verificar de que forma essas informações podem ser usadas pela assistência técnica”, destaca Ditmar Zimath.

O SC Rural apoia ainda a instalação de um secador de frutas, hortaliças, temperos, plantas bioativas e erva mate na Cooperativa dos ​Bananicultores de Massaranduba (Cooperbam). A máquina desenvolvida pela startup QPrime, de Florianópolis, é até 50% mais eficiente do que os sistemas convencionais e mantém a qualidade das frutas após a secagem. O investimento para a instalação do equipamento é de R$ 24,7 mil e o Governo do Estado contribuiu com 80% deste valor.

Uma parceria entre Governo do Estado de Santa Catarina, Banco Mundial e iniciativa privada, o Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) funciona como um elo entre as startups​, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações com as cadeias produtivas organizadas dos agricultores. A intenção é identificar quais são as demandas, onde estão os gargalos tecnológicos e se já existe uma tecnologia para atender e resolver esse aspecto. O grande desafio será levar tecnologias de ponta a um baixo custo para os agricultores catarinenses.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de SC

Não haverá recuperação da safra Argentina
Publicado em: 28/03/2018

A esperança diminui drasticamente na Argentina em relação à produtividade de soja afetada pelo quarto mês seguido de seca sem nenhum sinal de melhora, disseram analistas e produtores.

A seca que destruiu os pampas argentinos desde a metade de novembro forçou os analistas a repetidamente cortar as estimativas da temporada 2017/2018. As chuvas que estão previstas para os próximos dias não serão suficientes para restaurar os campos em um dos verões mais secos do Hemisfério Sul.

“A safra atual está morta em termos de produtividade”, contou German Heizenknecht, climatólogo da Consultoria de Climatologia Aplicada. “As chuvas que estão vindo não ajudaram a soja ou o milho, mas poderiam melhorar as condições de plantio para o trigo, que começam em maio”.

Dentro desse cenário, o presidente argentino, Maurício Macri, anunciou a anulação de diversos trâmites de pagamento de impostos para o produtor argentino, maiores prazos para dívidas e mais linhas de crédito para o produtor.

“É uma alegria estar novamente aqui, compartilhando que tem por crescer a família do campo. Vocês são o grande motor que tem a Argentina. Cada ano se renova o ciclo e a esperança, mas temos que recordar que este último ano foi difícil com inundações, incêndios e agora uma seca que seria a pior nos últimos 40 anos”, afirmou Macri na Expoagro, uma das principais feiras agropecuárias da Argentina que acontece em San Nicolás, província de Buenos Aires.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems

Fonte: Assessoria Interna
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