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19 | Março
Manchete do dia 19/03/2018
Coocam conclui Dias de Campo de 2018, em Lebon Régis.
Publicado em: 19/03/2018

A Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) concluiu a realização dos Dias de Campo em 100 por cento das suas filiais. Nos eventos foram apresentadas aos produtores rurais as últimas inovações tecnológicas do agronegócio. Os Dias de Campos da Coocam começaram na filial de Ribeirão Cascalheira, no Mato Grosso; seguido da filiais de Barracão (RS), e Curitibanos (SC).

No último dia 10, foi a vez de Lebon Régis sediar o evento, encerrando com chave de ouro os Dias de Campo Coocam 2018. Um evento diferenciado iniciado há 11 anos, apenas na filial de Barracão. Foi se expandindo e hoje é uma das principais ferramentas dos produtores de todas as regiões onde a cooperativa atua, ressaltou o presidente da Coocam João Carlos Di Domênico.

Com a participação de empresas do segmento do agronegócio, os Dias de Campo buscam aproximar o homem do campo à cooperativa, com informações sobre novos produtos das empresas parceiras e as novas técnicas disponíveis no mercado, isso tudo, nos campos demonstrativos – uma forma do produtor visualizar os resultados na prática.

Com a presença de autoridades locais e estaduais, o encontro com os produtores da região de Lebon Régis repetiu o sucesso obtido nas demais filiais. De acordo com João Batista dos Passos, gerente da filial de Lebon Régis, a aproximação da cooperativa com os produtores é o resultado do trabalho comprometido realizado durante todo o ano e os Dias de Campo servem para interação e integração. “A gente passa o ano todo trabalhando, fazendo vendas, prestando assistência técnica e o evento é também, o dia de fechamento e o dia de comemoração”, disse completando que o sucesso da filial de Lebon Régis, acontece graças às parcerias. .

O vice-presidente da Coocam, Riscala Fadel Júnior lembra que a safra 2017/2018 foi difícil aos produtores e cooperativa, por isso, é necessário estar atento com as novidades tecnológicas e focado na parte técnica para conseguir melhorar os rendimentos. Júnior ressalta que nos Dias de Campo, a Coocam oferece oportunidades para os produtores conseguir mais rentabilidade e produtividade nas lavouras. Ele completa dizendo que a Coocam está muito satisfeita com a receptividade junto aos produtores e as cidades onde foram sediados os eventos. “Isso gera renda aos municípios e qualidade de vida aos seus habitantes, pois, os recursos gerados na área agrícola ficam nas comunidades. Essa é a função da Coocam, levar qualidade de vida para toda a população”.

Na opinião do presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico, os Dias de Campo foram surpreendentes. Não apenas pela organização e pelas novidades oferecidas, mas também pela excelente participação dos produtores, que buscam a cada ano aperfeiçoar seus conhecimentos. João Carlos parabenizou a equipe de colaboradores e empresas parceiras. O presidente da Coocam reforçou o formato do evento, confirmando que o modelo continuará nos próximos anos.

Fonte: Coocam

Airton Spies é o novo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca
Publicado em: 19/03/2018

Airton Spies até agora secretário adjunto, passou a ser o titular da pasta da Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca de SC, substituindo o deputado estadual Moacir Sopelsa.

“Spies é um técnico com experiência internacional e um profundo conhecedor do setor produtivo”, ressaltou o governador Pinho Moreira ao dar posse ao novo secretário.

Airton Spies é engenheiro agrônomo e atuava como secretário adjunto da Agricultura e da Pesca desde 2010. Em sua gestão, o novo secretário dará atenção especial à infraestrutura no meio rural. “Vamos apoiar os municípios na melhoria das estradas rurais e buscar a ampliação da rede elétrica trifásica e da internet no campo“. Segundo Spies, esses são fatores fundamentais para tornar o meio rural atrativo para os jovens empreendedores que devem suceder a atual geração de agricultores.

Áreas como fomento agropecuário, extensão rural, pesquisa e defesa sanitária estão entre as prioridades de Airton Spies. “Nosso foco será fortalecer a sanidade em Santa Catarina, principalmente, o controle da brucelose e tuberculose nos bovinos. Além de proteger o estado contra outras doenças que possam ameaçar nossa produção agrícola e pecuária”, destaca.

A Ceasa/SC também deve ter suas atividades revitalizadas. E isso vem ao encontro dos Programas que apoiam as novas atividades econômicas no meio rural, entre elas a produção de hortaliças.

Entre os desafios dessa nova gestão está o projeto de tornar o leite produzido em Santa Catarina competitivo no mercado externo. “Para isso teremos que trabalhar com uma produção de alta qualidade, com custos competitivos e com uma organização logística eficiente”.

Além disso, Spies cita a busca de alternativas para melhorar o abastecimento de milho no estado e o trabalho junto ao Governo Federal para reabertura do mercado da Rússia para carne suína catarinense.

Airton Spies é Doutor em Economia dos Recursos Naturais e Mestre em Ciências Agrícolas e atuava como secretário adjunto da Agricultura e da Pesca desde 2010. Tem graduações como engenheiro agrônomo, administrador de empresas e técnico agrícola. Spies é aposentado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), onde exerceu a função de extensionista rural e pesquisador, sendo chefe do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/CEPA).

Airton Spies, já havia assumido a mesma pasta na últimas eleições, quando o então secreta rio João Rodrigues também teve que sair para concorrer a deputado federal. Na secretaria adjunta da pasta, no lugar de Spies está assumindo o atual diretor de Agronegócio e Cooperativismo, Athos de Almeida Lopes Filho e em seu lugar deverá assumir outro titular a ser indicado pela OCESC-Organização das Cooperativas do Estado de SC. O deputado Moacir Sopelsa agora passa atender na Assembleia Legislativa.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

Novo aplicativo concentra informações do setor agropecuário catarinense
Publicado em: 19/03/2018

Os catarinenses terão acesso a informações de safra, desempenho da produção agropecuária, preços agrícolas e andamento de políticas públicas voltadas ao meio rural, tudo em um mesmo lugar. O InfoAgro irá concentrar os dados do setor produtivo em um aplicativo que poderá ser acessado via computador ou celular. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) apresentaram o novo Sistema Integrado de Informação Agropecuária em Florianópolis.

O InfoAgro auxiliará o Governo do Estado na coleta, processamento e análise de dados do agronegócio catarinense. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, com o aplicativo será possível visualizar a agropecuária como um todo, unindo as informações de safra e o desempenho dos programas da Secretaria da Agricultura. “O InfoAgro traz mais transparência e eficiência para as ações de fomento agropecuário. Nós poderemos analisar com mais precisão os resultados dos programas, perceber quais setores precisam de maiores investimentos e acompanhar o desenvolvimento da safra em todas as regiões”, explica.

O Sistema combinará as informações de políticas públicas, safra e preços desde 2010 até os dias de hoje e de forma regionalizada. Será possível, por exemplo, analisar o crescimento da produção de soja em uma determinada região ou até mesmo em um município específico. “Essa é uma novidade que irá mudar a forma como as pessoas percebem a agropecuária catarinense. E, principalmente, será uma ferramenta importante para os agricultores e pecuaristas do estado, que poderão conhecer os números de outras regiões e se planejar melhor para o futuro”, destaca Sopelsa.

O presidente do Ciasc, Ivan Ranzolin, ressaltou a importância da união de diferentes áreas do Governo do Estado em prol do cidadão. “O InfoAgro irá conectar várias áreas do Governo diretamente com o cidadão. As pessoas terão os dados do agronegócio na palma da mão. Queremos que esse Sistema sirva de modelo para outras áreas do serviço público”.

Nesse primeiro momento, o Sistema contará com informações sobre: safras, preços, SC Rural, Crédito Rural, Crédito Fundiário, Terra-Boa, produção pecuária, comércio exterior, Valor Bruto da Produção e Indicadores de Desempenho da Agropecuária Catarinense.

Por enquanto o Sistema está disponível apenas para área técnica da Secretaria da Agricultura e nos próximos meses será disponibilizado para o público em geral.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

FAESC e CNA discutem em Florianópolis propostas para o próximo Plano Agrícola
Publicado em: 19/03/2018

Discutir e elaborar propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 é o objetivo da reunião que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) promoveu, em Florianópolis, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Diretores da Faesc, técnicos e dirigentes de entidades do agronegócio participaram da reunião coordenada pelo presidente José Zeferino Pedrozo com a participação do superintendente técnico da CNA Bruno Lucchi, assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA Fernanda Schwantes e diretor de crédito do Ministério da Agricultura Wilson Vaz de Araújo.

Os dirigentes e produtores discutiram para qual finalidade deve ser priorizado o crédito na safra 2018/2019, indicando custeio, investimento, comercialização e industrialização. Entre as prioridades estão o volume de recursos, a redução da taxa de juros, o aumento dos prazos para reembolso e do limite individual de crédito.

Também foram debatidas as linhas de investimentos e os instrumentos de mitigação de riscos que devem ser priorizados: seguro para riscos climáticos, seguro de faturamento esperado, Proagro, preço mínimo e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Esse é um instrumento técnico científico de política agrícola e de gestão de riscos na agricultura. Indica épocas de plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos dos cultivares, para cada município zoneado, de forma a minimizar os riscos de perdas causadas por eventos climáticos.

O superintendente Bruno Lucchi assinalou que a CNA preocupa-se em identificar se há necessidade de inclusão de algum item financiável nas linhas de investimento, alteração dos prazos para reembolso dos financiamentos e quais linhas de investimento devem ser priorizadas na região. Também pesquisa a visão dos produtores sobre seguro rural e Proagro, se há alterações nesses programas que a CNA pode trabalhar, se é preciso ajustar o calendário do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para alguma cultura. Outro foco é como boas práticas na agropecuária podem ser incentivadas nas políticas públicas (área de refúgio, planejamento da ocupação do solo etc.) e como os produtores avaliam a criação de uma Declaração de Aptidão ao Pronamp, semelhante à DAP.

O presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo observou que o crédito rural tem sido objeto de grande preocupação para o agronegócio brasileiro. “A crise econômica impactou fortemente na disponibilidade de recursos. De um lado, houve redução de disponibilidade de recursos pelas instituições financeiras, em razão da queda da poupança e dos depósitos à vista que, somado à elevação dos juros (necessário para melhor equação dos gastos públicos com os subsídios), encareceu o financiamento da produção.”

Lembra que o agronegócio é responsável pelas principais respostas positivas da economia. Entretanto, lamenta, a área econômica do Governo sinaliza discretamente que pretende migrar do atual sistema de crédito com subsídio do Tesouro Nacional e cujos recursos derivam dos depósitos à vista para um novo modelo, baseado em emissão de títulos (CRAS, LCA, CDCA, CDA, etc.). “Essa proposta não pode prosperar, pois não é adequada aos produtores catarinenses, predominantemente micro, mini e pequenos responsáveis por um modelo altamente eficiente e de produção intensiva, em pequenas áreas fundiárias.”

O dirigente enfatizou que o atual modelo do crédito rural incentiva a produção na pequena propriedade, proporciona renda às famílias e bem-estar no campo. “Por isso é relevante e deve ser preservado.”

Depois de formatada, a proposta do setor produtivo será entregue pela CNA ao Ministro da Agricultura, Secretária do Tesouro Nacional, Secretário de Política Econômica, BNDES, instituições financeiras, seguradoras, comissões de agricultura da Câmara e do Senado e à Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso.

Fonte: MB Comunicação

A situação dos agricultores americanos
Publicado em: 19/03/2018

Por Ivan Ramos

Nós brasileiros temos o habito de utilizar os exemplos americanos para demonstrar melhor qualidade, maior valorização, melhores referências positivas no padrão de vida e na economia. Na área agrícola, as comparações são ainda mais expressivas. Quando se quer mostrar nível top em produtividade, segurança na atividade, preços e tecnologia em máquinas e equipamentos, geralmente citamos o exemplo americano. É natural que pensemos e agimos assim, porque a final, um país tido exemplo em democracia, liberalidade econômica e qualidade de vida, e controlador de mais de 50 por cento da economia mundial, sempre servirá como referência para outros países que estão em desenvolvimento, que tenham os mesmos princípios em qualquer atividade.

Os americanos, entretanto, não servem sempre como referencias positivas. Lá também existe corrupção, cartéis, monopólios e políticos com idoneidade discutível. Mas ainda assim o mundo inteiro reconhece os americanos como a potencia exemplar. Nas entrelinhas, entretanto, existem situações que merecem reflexão. Em manifestação de Dan Kowalski, chefe de pesquisas do CoBank, um dos maiores credores do setor agrícola dos EUA, relata a situação dos agricultores americanos atualmente não é tão positiva como se alardeia mundo afora.

Relata a queda de preços dos grãos pela metade, com consequências na renda dos produtores. Nos últimos quatro anos muitos agricultores nos Estados Unidos estão tendo que recorrer a empregos fora da propriedade para poder manter suas famílias. Um produtor com 242 hectares no oeste de Wisconsin, que mantém cultivo de grãos e de pecuária, está prestando serviços em outras propriedades para poder manter a sua família e tem trabalhado de 12 a 16 horas por dia, porque a renda familiar não está sendo suficiente.

O agricultor de 50 anos de idade tem cultivo próprio e presta serviços a terceiros e ainda a esposa trabalha na cidade como assistente de um médico, para poder manter a família de cinco filhos. E reclama de que muitas vezes não pode assistir aos jogos de futebol dos filhos na escola, não pode tirar férias, por falta de renda.

O relato do representante do CoBank ainda destacada que em média 82% da renda das famílias rurais americanas deve vir de outros empregos neste ano. Segundo dados do USDA, antigamente isso já existia, mas representava menos de 50 por cento. O USDA anunciou que o lucro liquido do setor agropecuário nos Estados Unidos em 2018 terá o menor nível da ultima década, registrando queda de 6,7% comparando com o ano passado. Esse deve ser apenas um exemplo do retrato do agricultor americano. E olha que lá a infraestrutura para produção e escoamento dos produtos agropecuários é considerada como exemplar. Ademais, em embora não haja incentivo com credito rural diferenciado nas instituições financeiras, os juros nos financiamentos agrícolas são infinitamente inferiores àqueles praticados aqui no Brasil e vez por outra o governo americano introduz politicas de incentivo para estimular ou desestimular alguma cultura, dependendo do comportamento da produção a fim de não aviltar os preços e garantir rentabilidade na atividade.

Se analisarmos a situação do agronegócio no Brasil logo entenderemos porque nossos produtores convivem permanentemente com problemas de endividamento e falta de renda. Além da falta de uma politica agrícola duradoura, pois em cada ano é uma situação diferente, praticamos juros exorbitantes, acima daquele reconhecido no mercado por parte do governo brasileiro. Hoje é juro do credito rural é maior do que a Selic, que e a taxa referencia do Governo e que está em menos de sete por cento, enquanto que o juro para o credito rural tem sido superior, justamente em uma atividade que tem assegurado os melhores índices para economia brasileira. Segundo anunciou o Ministro Blairo Maggi em Concordia, já está sendo estruturado o novo plano safra para 2018/2019 e o Ministério está defendendo menor taxa, mas adiantou que quem decide é a Fazenda e não Agricultura. Enquanto o Ministério da Agricultura não tiver força para decidir os assuntos de sua área, certamente ficaremos a reboque da política da macro economia do Governo Federal. Cada vez mais se confirma o slongan de que o Ministério da Agricultura é o local ideal para sepultar políticos que assumem a Pasta. É só analisar o fim dos políticos que por lá passaram. Estamos num ano eleitoral e talvez surjam candidatos com outra visão da agropecuária brasileira e dê outra prioridade ao setor. Mas quem vai elegê-los somos nós, portanto, analisemos bem e votemos conscientemente, porque depois não adianta lamentar. Pense nisso.

Fonte: Assessoria Interna
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