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05 | Março
Manchete do dia 05/03/2018
Ainda falta integração no agronegócio
Publicado em: 05/03/2018

Por Ivan Ramos – diretor executivo da Fecoagro/SC

O setor agropecuário tem avançado em conquistas de espaço na mídia e, por consequência, junto à população brasileira. Nós que atuamos nesse setor em estreita relação com os veículos de comunicação, podemos assegurar que os avanços tem sido expressivos. Até mesmo os grandes veículos de massa, como a televisão, tem aberto espaço para a difusão dos assuntos do agronegócio. É bem verdade que nas crises econômicas tem sido esse setor quem segurado a barra, e até mesmo os leigos passaram a reconhecer que a agropecuária é geradora de renda para os meios urbanos e rurais, assegurando o superávit da balança de pagamentos nas exportações e no Produto Interno Bruto – PIB no país. Mas mesmo assim, tem muito a se fazer para melhorar os resultados dessa atividade.

Os exemplos de união e integração do agronegócio e do cooperativismo de SC são frequentemente reconhecidos pelo país afora enquanto que as referências de falta de união do setor em nível nacional são identificadas com certa regularidade.

No Fórum Mais Milho realizado em Concórdia na última semana, o presidente do Canal Rural, Júlio Cargnino, que tem uma visão geral do agronegócio em nível de Brasil, citou que em SC as entidades estão mais juntas para defender os interesses coletivos e isso é exemplo para o país. Na visão macro, isso é verdadeiro. Conseguimos nos unir para defender determinadas causas. Mas em alguns negócios pontuais, as divergências ainda persistem.

Na reunião que a CNA realizou com lideranças do agronegócio em Florianópolis deu para sentir que falta união em nível nacional e muita gente do setor agropecuário está descontente com os resultados de suas atividades. Diversos produtos foram relatados como problemáticos nessa safra. Em ocasiões anteriores não era diferente, e se tivéssemos maior união entre entidades, governo e políticos, talvez pudéssemos reduzir esses problemas relatados.

Especificamente para o caso do milho em SC, as divergências de opiniões e de procedimentos dos integrantes da cadeia estão bem visíveis. Como somos dependentes do produto para garantir a cadeia de carnes e lácteos, observa-se claramente que ainda falta integração na cadeia milho-carnes. Não há parceria entre produtores e consumidores apesar do esforço das cooperativas e da Secretaria da Agricultura. Os produtores precisam ter lucros na lavoura de milho, e o mercado comprador insiste em só comprar na época da colheita, não garantindo margem para quem planta. Resultado: os agricultores optam por outras culturas mais garantidas.

Por sua vez, as agroindústrias, principais compradoras de milho, pelo depoimento do diretor executivo do Sindicarne durante o Fórum do Milho, não há nenhuma intenção de garantir preços antecipados do grão de forma que estimule na época do plantio. As agroindústrias querem comprar apenas na colheita, e isso pode provocar essas divergências de em um ano estar lá em cima e outro lá em baixo. Comprovando a afirmativa de que um ano é do produtor e outro é do consumidor, ao invés da harmonizar as duas pontas.

Há que se buscar alguma mudança desse comportamento. Se houver estímulo no plantio com preços remuneradores, certamente haverá maior produtividade, uma vez que os custos da lavoura precisam ser cobertos com os preços de venda dos grãos.

O milho é uma commodity internacional; o preço é mundial, mas numa oferta normal e equilíbrio de oferta e procura. No Brasil ainda existe milho sobrando. O consumo é menor que a oferta, entretanto, o problema está na logística. Existe produto sobrando numa região do país, e faltando noutra região, como é o caso de SC. O transporte do produto onera demasiadamente o custo na região de consumo. Portanto, não é possível nivelar o problema de SC com o resto do país. Daí a necessidade de um tratamento diferenciado para a produção catarinense, fato que não é levado em conta pelo consumidor de milho. Há que se refletir sobre isso, e atuar mais planejadamente e não apenas no imediatismo. Senão, realmente a atividade em SC corre riscos de desaparecer. Pense nisso.

Dia de Cooperar 2018 e edição estadual da Revista do Dia C são lançados em Santa Catarina
Publicado em: 05/03/2018

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC) lançou no Estado, na última semana, a campanha 2018 do Dia de Cooperar – Dia C. Também foi apresentada aos 56 participantes, representantes de 43 cooperativas de diferentes ramos, a primeira edição estadual da Revista do Dia C. O impresso reúne matérias de ações de mais de 40 cooperativas que participaram do movimento em 2017.

“Nesse ano, tivemos a participação na revista de cerca de 50% das cooperativas que inscreveram ações no Dia C. Para a primeira edição é um número que nos orgulha. Principalmente porque todas as iniciativas são de extrema relevância e demonstram o poder do cooperativismo no nosso Estado. Mas em 2018, nossa meta é ter mais de 80% das participantes do Dia C na revista”, comenta Luiz Vicente Suzin, presidente do SESCOOP/SC.

Os números do Dia C em Santa Catarina em 2017, de acordo com Suzin, são positivos diante do cenário nacional do movimento: 83 cooperativas inscritas, com 144 iniciativas, em 55 municípios catarinenses. As ações foram realizadas por 8.893 voluntários e beneficiaram 254.314 pessoas. “São iniciativas de responsabilidade socioambiental, cultura, educação, esporte, saúde que estão ajudando o mundo a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU”, complementa.

Gleice Santana Morais, analista de Promoção Social do SESCOOP Nacional, falou sobre esse assunto durante o evento de lançamento e apresentou a campanha de 2018, que continua com o mesmo slogan de 2017: “Atitudes Simples Movem o Mundo”. “Mantivemos o slogan para prezar pela continuidade, porque acreditamos que com atitudes simplórias poderemos fazer a diferença. Também continuamos com o compromisso dos ODS e seguimos nesse movimento, principalmente estimulando as cooperativas a desenvolverem projetos contínuos. São eles que realmente geram resultados para as pessoas e para as comunidades, que são o foco do cooperativismo”, destaca.

A analista ainda explicou a mudança da data de celebração do Dia C, que acontece em 2018 no dia 30 de junho. A celebração acontecia todos os anos no mesmo dia em que é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo, no primeiro sábado de julho, entretanto, devido aos jogos da Copa do Mundo, o SESCOOP Nacional decidiu antecipar a celebração.

Além das apresentações institucionais, os presentes também participam de oficinas que trabalham o seguinte tema: “Como o trabalho voluntário pode ser uma ponte para a transformação social?”. O objetivo é instrumentalizar os participantes para o trabalho voluntário com o foco em ações de continuidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação Interna do Sistema OCESC

SESCOOP/SC divulga programação anual de capacitação para diversas áreas
Publicado em: 05/03/2018

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC) divulgou o calendário de cursos, seminários, workshops, encontros e demais eventos organizados pela área de Formação Profissional para o ano de 2018. A programação visa oferecer à cooperativa a oportunidade de planejar junto aos seus colaboradores o agendamento antecipado para participação nos eventos, que acontecem em diferentes cidades do Estado.

Os eventos devem capacitar profissionais de diversas áreas das cooperativas, como contadores, comunicadores, advogados, secretárias, entre outros. A programação ficará publicada no site www.sescoop.org.br. O detalhamento dos eventos, com data, local e outras informações relevantes, será informado com pelo menos 30 dias de antecedência da data da realização. É importante salientar que o calendário pode sofrer alterações, devido à demanda e disponibilidade de datas dos instrutores e dos locais de realização.

Fonte: Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC

Empréstimos agrícolas de grandes e médios produtores crescem 14% na safra atual
Publicado em: 05/03/2018

O crédito agrícola tomado pelos grandes e médios produtores rurais na safra 2017/2018 cresceu 14% com relação ao período da safra anterior, de acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O resultado inclui empréstimos do crédito oficial voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento e se refere ao período julho/20107 a janeiro/2018. O valor total chegou a R$ 85 bilhões.

Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões. As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também cresceram, alcançando 61%, com um total de R$ 8,9 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

No caso dos financiamentos de comercialização, houve aumento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a 39%, explicado, principalmente, pelos preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que levou os produtores a estocarem produtos, aguardando melhores condições.

Fonte: Agência Brasil por Júlia Buonafina Estagiária sob supervisão do editor Davi Oliveira – Edição Davi Oliveira

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