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26 | Fevereiro
Manchete do dia 26/02/2018
CNA e entidades discutem as grandes questões do agro
Publicado em: 26/02/2018

As principais questões que afetam a agricultura sul brasileira foram abordadas em encontro da diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com uma centena de lideranças e dirigentes de entidades de defesa e representação do setor primário da economia. A reunião, realizada na última quinta-feira em Florianópolis, foi coordenado pelo presidente da CNA João Martins e pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) José Zeferino Pedrozo. A pauta de temas em análise foi variada e extensa.

Martins disse que o País vai colher uma grande safra, mas o produtor rural não tem previsão de bons ganhos. Mencionou que o próprio crédito rural tornou-se pesado, pois, enquanto a taxa Selic está fixada em 6,5%, o produtor toma empréstimos à taxa de 8,5%.

Muitas entidades entregaram documentos fundamentando as condições setoriais de produção e comercialização, como as associações de arrozeiros, de criadores de suínos e de produtores de maçã.

A situação do leite é uma preocupação dos três Estados do Sul. O consumo está em movimento descendente e o produtor rural trabalha com prejuízos há vários meses. A atuação do Ministério da Agricultura foi muito criticada em razão das dificuldades criadas para a exportação de carnes.

As indústrias que processam e exportam carnes de frango, suínos e peixe tiveram plantas industriais desabilitadas, em dezembro, pelo Ministério e foram obrigadas a suspender os embarques.

Dessa forma, essa produção passou a ser direcionada no mercado interno, provocando queda de preços finais no varejo – com prejuízos para a agroindústria e os produtores rurais. Preços de coxa e sobrecoxa de frango a R$ 2,50 e de carne bovina a R$ 8,00 sinalizam uma crise sem precedentes para o setor, de acordo com o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo e vice-presidente Enori Barbieri.

A situação do mercado de arroz, que vive um período de excesso de oferta e queda de consumo, foi levantada pelo presidente da Farsul Gedeão Silveira Pereira. O valor praticado no mercado está abaixo do preço mínimo e dos custos de produção. “A única solução é a retirada do excesso de arroz do mercado brasileiro, estimulando a exportação”, apontou o dirigente. Pelo menos 1,2 milhão de toneladas de arroz precisam ser exportadas para equilibrar o mercado.

A CNA vai desenvolver um programa de promoção das negociações comerciais do Brasil no exterior, com foco na Ásia, um dos mercados mais promissores. O objetivo é facilitar as negociações, remover barreiras e reduzir as tarifas.

As lideranças também manifestaram preocupação com a necessidade de mais investimentos na infraestrutura de rodovias, portos, etc., para reduzir os custos de escoamento das safras.

Segurança no campo também esteve na pauta. O furto de gado, máquinas e equipamentos, assaltos e assassinatos no meio rural foram relatados pelos dirigentes sindicais. Os deputados estaduais Natalino Lázare, presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e José Milton Scheffer, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo de Santa Catarina (Frencoop/SC) participaram do encontro, ao lado do deputado federal Valdir Colatto. A Fecoagro, a Ocesc e a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca do Estado de SC também enviaram representantes à reunião.

Fontes: MB Comunicação/Fecoagro

As novas tecnologias avançam no campo
Publicado em: 26/02/2018

Por Ivan Ramos – diretor executivo da Fecoagro

A semana que passou foi marcada por mais eventos de grande interesse dos agricultores e do agronegócio de modo geral, especialmente para o Estado de Santa Catarina. As cooperativas agropecuárias continuam liderando promoções voltadas a beneficiar seus associados, mostrando novas tecnologias em produtos, serviços e equipamentos para melhorar a produtividade, a renda e reduzir o esforço físico nas atividades do campo.

Os Dias de Campo que vêm sendo organizados por diversas cooperativas em Santa Catarina tem proporcionado avanços importantes, modernizando as atividades e, principalmente, ampliando a produtividade.

Em Concórdia no Tecnoeste da última semana foram vários os pronunciamentos de lideranças ressaltando a importância da pesquisa em tudo o que se pratica no meio rural, mostrando que os ganhos dos agricultores são expressivos, e são as cooperativas que possibilitam a difusão destas tecnologias através dos Dias de Campo.

Depois das promoções da Cooperitaipu de Pinhalzinho e da Cooperja em Jacinto Machado, na semana que passou foi a vez da Copérdia em Concórdia promover o Tecnoeste, da Coopervil em Videira, da Cravil no Alto Vale do Itajaí e da Coocam em Curitibanos realizarem seus Dias de Campo. Todos mostrando suas tecnologias e formas operacionais em benefício de seus associados.

O ponto questionado por autoridades, lideranças e expositores nesses eventos tem sido a proximidade e até coincidência de datas das suas realizações. Embora entendendo que o calendário agrícola exige que as épocas para mostrar os produtos provoquem essas coincidências, há necessidade de uma melhor coordenação ao estabelecer as datas, para que possibilite que expositores e autoridades possam participar em todos, até porque esses eventos também têm sido um fórum de reinvindicações às autoridades e políticos em prol do setor agropecuário catarinense.

Portanto, vale a pena uma coordenação estadual dessas promoções para facilitar a todos. Mas são inquestionáveis os méritos dessas promoções, e prova disso é que a cada ano têm se ampliado, não apenas em espaço físico, infraestruturas dos parques e participação de expositores, mas também a adesão dos associados das cooperativas e até mesmo do meio urbano, que tem apoiado de tal forma que se tornaram atrações para as regiões onde estão sendo realizados. Se fizermos uma análise do que avançou o setor do agronegócio a partir das realizações dos Dias de Campo veremos que a diferença tem sido muito grande. E isso é importante para toda a comunidade. Pense nisso.

Governo de Santa Catarina nomeia membros do Conselho Estadual do Cooperativismo
Publicado em: 26/02/2018

Os nomes dos representantes do poder executivo e do cooperativismo que farão parte do Conselho Estadual de Cooperativismo – CECOOP para a gestão 2018/2020 foram publicados no Diário Oficial de Santa Catarina do dia 7 de fevereiro. O Ato nº 209 nomeia, de acordo com a Lei n° 16.834/2015, cinco representantes titulares e cinco suplentes do poder executivo, de cinco secretarias e órgãos, além de cinco representantes titulares e cinco suplentes de cinco ramos do cooperativismo do Estado.

A constituição do CECOOP é prevista na lei que institui a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo, nº 16.834, de 16 de dezembro de 2015. Como prevê a lei, a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – OCESC foi a responsável pela indicação dos representantes de cooperativas registradas na Organização. O CECOOP será presidido pelo Conselheiro Titular da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca – SAR, Moacir Sopelsa. “Ficamos muito felizes com a publicação da nomeação dos membros do CECOOP. Este ato marca o início efetivo dos trabalhos do Conselho e abre a possibilidade de mudanças positivas para o cooperativismo no Estado, com a formulação de uma Política Estadual que dê ainda mais sustentação para o crescimento das cooperativas catarinenses”, destaca o presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin.

Os nomeados, tanto do poder público quanto da sociedade civil, farão parte do Conselho por dois anos, a contar da data de publicação da designação, podendo o titular ser reconduzido uma vez por igual período. O CECOOP tem a finalidade de discutir, deliberar e propor diretrizes da Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo, assessorar a SAR na formulação da Política, acompanhar, examinar e avaliar o desempenho das ações, acompanhar a elaboração da proposta orçamentária estadual voltada ao cooperativismo, entre outros.

REPRESENTANTES NO CONSELHO DO COOPERATIVISMO

Do poder executivo

Secretaria da Agricultura e da Pesca
– MOACIR SOPELSA, Conselheiro Titular e Presidente
– ATHOS DE ALMEIDA LOPES FILHO, Conselheiro Suplente
Secretaria da Fazenda
– INGON LUIZ RODRIGUES, Conselheiro Titular
– ODAIR JOSÉ GOLLO, Conselheiro Suplente
Secretaria do Desenvolvimento Econômico
– RODRIGO MELLO DA ROSA, Conselheiro Titular
– PEDRO MEYKNECHT DE ALMEIDA, Conselheiro Suplente
Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC)
– JOÃO LUIZ GOULART NUNES, Conselheiro Titular
– CONRADO MEDEIROS DOS SANTOS, Conselheiro Suplente
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI)
– EDSON BORBA TEIXEIRA, Conselheiro Titular
– DANIEL UBA, Conselheiro Suplente.

REPRESENTANTES DOS RAMOS DO COOPERATIVISMO

RAMO AGROPECUÁRIO
– MARCOS ANTONIO ZORDAN, Conselheiro Titular
– NEIVOR CANTON, Conselheiro Suplente
RAMO DA INFRAESTRUTURA
– JOSÉ SAMUEL THIESEN, Conselheiro Titular
– ADERMO FRANCISCO CRISPIM, Conselheiro Suplente
RAMO CRÉDITO
– RUI SCHNEIDER DA SILVA, Conselheiro Titular
– MOACIR KRAMBECK, Conselheiro Suplente
RAMO CONSUMO
– HERCÍLIO SCHMITT, Conselheiro Titular
– OSNILDO MAÇANEIRO, Conselheiro suplente
RAMO SAÚDE
– MARCOS ADOLF PRINZ, Conselheiro Titular
– ANDRÉ MARQUES VIEIRA, Conselheiro Suplente.

Pena que nenhum representante da Fecoagro, que tem sido uma entidade estadual com participação expressiva no cooperativismo agropecuário, não tenha sido incluído nesse Conselho.

Fontes: Assessoria de Comunicação Interna do Sistema OCESC/Fecoagro

O milho e a realidade catarinense
Publicado em: 26/02/2018

Por José Zeferino Pedrozo, presidente Faesc e do Senar/SC

O verdadeiro rei dos cereais é o milho. Quando abundante e barato, irriga o funcionamento das imensas cadeias produtivas; quando escasso e caro, inviabiliza e quebra grandes indústrias de processamento de carne. Santa Catarina possui o mais avançado parque agroindustrial brasileiro da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhões de reais em movimento econômico. Insumo essencial para o funcionamento desse gigante, o sucesso ou o fracasso da cultura do milho reflete diretamente na economia catarinense.

A grande e grave questão que se coloca todos os anos é: como abastecer Santa Catarina de milho – são necessários mais de 6,5 milhões de toneladas por ano – se o Estado tem um crescente e aparentemente insuperável déficit? O cenário é de franca decrepitude. Em 2005, 106 mil produtores rurais catarinenses cultivavam 800 mil hectares. Nesses treze anos, a área plantada foi se reduzindo celeremente. Em 2017, foram cultivados apenas 331 mil hectares de lavouras. A produção estadual, que já atingiu 4 milhões de toneladas/ano (2007/2008), caiu para 2,4 milhões nesta safra 2017/2018.

A conjugação de uma série de fatores contribuiu para chegarmos a esse ponto, com redução tão drástica da produção. Os agricultores migraram para a soja, um produto com grande liquidez no mercado de commodities, menor custo de produção e melhor remuneração final. Outro fator é que 40% do milho que SC produz se destinam a silagem, portanto, não sai da propriedade e é utilizado na nutrição da pecuária leiteira. As deficiências de armazenagem constituem um problema adicional.

Esse quadro representa uma equação perigosa. A contínua queda da produção interna exige importação de outros Estados ou de outros países. Neste ano será necessário obter fora do território catarinense cerca de 4 milhões de toneladas de milho. Por sorte, há milho suficiente nos mercados nacional e internacional e não há sinal de desabastecimento. (O Brasil produzirá 80 milhões e consumirá 60 milhões de toneladas). Especialistas, entretanto, preveem que em 2019 – em razão do comportamento dos preços – eclodirá nova crise de abastecimento, e o insumo voltará a ficar escasso e caro.

Na condição de maior importador de milho, Santa Catarina obtém o cereal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, executando uma absurda operação rodoviária com mais de 100 mil viagens ao ano em percursos de até 2.000 quilômetros, ligando o Sul ao Centro-Oeste brasileiro. Agora surgiu uma articulação transfronteiriça entre Brasil, Argentina e Paraguai que permitirá a compra de milho paraguaio com a implantação do Corredor do Milho. O produto será adquirido nos Departamentos de Itapua e Alto Paraná (Paraguai), passará pelo porto paraguaio de Carlos Antonio Lopez, atravessará o rio Paraná em balsas, entrará em território argentino pelo porto de Sete de Agosto e seguirá até a divisa com o Brasil, sendo internalizado pelo porto seco de Dionísio Cerqueira. Essa é uma solução muito bem-vinda.

Enquanto planos, programas e ações do Governo e das agroindústrias não tiverem sucesso para estimular o plantio de milho em Santa Catarina, todos seguem refém desse grão que representa a principal fonte de nutrição de aves, suínos e gado leiteiro. O milho é um cereal que impacta profundamente na realidade do agronegócio catarinense.

Deputado Natalino é reeleito para presidência da Comissão de Agricultura
Publicado em: 26/02/2018

O deputado Natalino Lázare foi reeleito, por unanimidade, presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na ocasião, o parlamentar anunciou as primeiras ações do colegiado.

“No dia 6 de março vamos convocar representantes do setor de avicultura e do governo para tratar da ameaça da entrada da salmonela no Estado. Outra ameaça que devemos continuar atentos é para a possibilidade da importação da maçã da China. A entrada desta fruta estrangeira, que não tem o mesmo status que a nossa, pode comprometer todo o investimento feito até hoje em tecnologia e em programas de combate a pestes como a Cydia Pomonella”, afirma o parlamentar.

O deputado Natalino ressalta que nos próximos dias será colocado em discussão o tema da tributação no setor de produção agropecuária. “Fiquei muito entusiasmado com o discurso do novo secretário da Fazenda, Paulo Eli, que enalteceu o agronegócio catarinense sendo contra a taxação na produção ressaltando que o imposto deve recair sobre o lucro”, aponta.

Em seu pronunciamento, o presidente da Comissão de Agricultura lembrou das conquistas e das ações para manter a equiparação da alíquota de ICMS sobre a venda de suínos vivos para outros Estados aos patamares estabelecidos no Rio Grande do Sul e também no Paraná. “Estamos lutando para que os agricultores catarinenses tenham o mesmo tratamento dos produtores gaúchos e paranaenses,” assinala o deputado Natalino.

Fonte: gabinete Dep. Natalino Lázare

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